Poesias

Introdução

Aqui está a coletânea de minhas poesias de 2004 a 2005. Comecei a escrevê-las em 2004 e quando me vinha a inspiração escrevia. Elas estão em ordem cronológica. Ricardo C. Alamino


Poeminhas

Sem Você

Quarto escuro,
Meu espírito em agonia procurando uma saída,
Pensamento em sua figura.
E você...

Onde está você?
Num mundo que não é meu.
Onde está você?
Perdida nas paranoias sem sentido.

Procuro uma razão para a minha existência,
Procuro uma força para me erguer,
Procuro tranquilidade...
Assim não tenho você...

Vivo a minha vida,
Vive a sua vida,
Vivo é o amor.

03/06/2004 - 14:40


Ela Pensa

Reflete...
Sem conclusões
Sofre...
Do passado

O raciocínio prega peças,
Não permite sonhar,
Impede de ser feliz,
Afasta o melhor da vida.

Pobre coração despedaçado,
Levado por ideias mal concluídas,
Joga ao vento o que um dia podia ser,
A história mais bem contada.

Mas a lucidez vence,
Asfixia a emoção,
Desentrelaça duas almas,
Que um dia estavam coladas...

03/06/2004 - 16:00


Aos Rinocerontes

Ele apenas te rodeia,
Não pode vê-la.
Me dá frio,
Como ele,
Não vou tê-la.

Congela sua alva pele,
Atraente transparência,
Fundo todos o esperam,
Mantendo a pequena chama,
Que em mim não debela.

Dança nele,
Cantos servidos por ele,
Olhares intermediados por ele,
No seu corpo tocado por ele,
Tomando-o inteiro de mim.

Remoída de mágoas,
Agora chora por ter perdido,
Quem há muito te amava,
Soluçando o outro,
Que apenas te espreitava.

03/06/2004 - 18:20


O Dia

Manhã:
O passado é recorrente,
Na agenda um futuro possível,
Mas a tormenta martela na sua,
Tristeza e insegurança terrível.

Dia:
Oportunidade e esperança,
"Ele é mais do que mereço,
Se apenas um dia ele soubesse,
Qual o seu verdadeiro preço"

Noite:
Carinho e compreensão,
No toque sutil da sua mão,
Um mundo se abre em frente,
Mas atrás, forte erosão.

Madrugada:
Quando mais se desaponta,
Fita a todos com afeto,
Dissimula que se importa,
Mas o podre ainda está perto.

03/06/2004 - 22:00


À Calmaria

Mar revolto,
Embarcação tenta aportar.
Fúria nas ondas,
Para onde escapar?

Desequilibra a emoção,
Vento úmido, forte,
Carregando ódio e amor,
Juntos, rumo ao norte.

Mas norte não é o destino,
Calmaria vive ao sul,
Rema obstinado e confiante,
Em busca d'um céu azul.

E a tempestade finda,
Levando consigo infectado ar,
No horizonte, raios de luz,
Servem um novo despertar.

07/06/2004 - 13:00


Desabafo

Como pude acreditar?
Palavra doce e bela,
Tanta força inexplicável,
Amarrou-me firme a ela,
Fio de esperança vislumbrei.

Mais uma vez tentei,
Bravamente humilde caminhei,
Ilusão, pobre meu coração,
Burlei regras que me regiam,
E ignorante me tornei.

Voo agora para alguém,
Alma simples e magnífica,
A quem possa me enlaçar,
Sou apenas um mero homem,
Enfeitiçado por seu olhar.

Escrevo a quem me interprete,
Ouvidos não precisa usar,
Afastado da perfeita razão,
Enraízo esse ineficaz poema,
No chão por onde queira passar.

07/06/2004 - 14:44

Mensagem para as Mulheres de Bom Coração

Perfeição não exigi,
Inimiga do verdadeiro amor,
Quem um dia pensou em ti,
De certo, perdido ficou.

O meu olhar é dirigido em frente,
Errei, mas o presente curou,
Enfim compartilho com quem contente,
Pouco de mim também esperou.

Quanta luz no teu pensar:
"O amor é ideia fascinante"
Já não fico a me isolar,
Paranoico portanto distante.

Sonho contigo dormindo acordado.
Perto de ti agora estou,
Erguemos um presente encantado,
Desde quando em minha vida entrou.

07/06/2004 - 15:42


O Fim

Ó divina prostituta de teus devaneios,
Carne apodrecida, vômito dos abutres,
Presa na escória marcante atrás da rua,
Lamentações ofegantes, sangue impuro.

Morre lenta, abandonada e moribunda,
Crucificada e humilhada pelo reflexo.
Medo da vida, ódio do verdadeiro Bem.
Escura lápide entitulada "Ninguém".

Poço forrado de vermelhos espinhos,
Parede borrada de coagulado sangue,
Fundo repleto do Mal,
Água turva, suja... Fecal.

Beleza, rugas infectas corroendo a visão,
Amor, vaso sem flor, despedaçado e pisado,
Esperança, pela janela atirada, não volta.
Medo e Ignorância, a imagem que pra mim restou.

07/06/2004 - 16:44


Amor ou Loucura

No dia mais lindo da minha vida,
Vi o olhar na mesa ao lado,
Era ele o homem com qual me casaria,
Se ao menos tivesse com ele falado.

Ali estava o verdadeiro amor,
Difícil, perfeito e agradável,
Um homem que não me conhecia,
Certeza, um pedido irrefutável.

Agora fico sonhando com ele,
Em belas tardes floridas de maio,
Assistindo a filmes com meus amigos,
"Falso amigo? Falso amor?" Nessa não caio.

Amigo é pura ilusão,
Deveras não preenche o coração.
Amor impossível e verdadeiro,
É valor real, assim como a paixão.

07/06/2004 - 17:12


Sentido

Um solitário acompanhado,
Querido por todos,
Amando ninguém,
Sorrindo triste.

Uma tempestade em céu azul,
Tormenta em mar calmo,
Neve em flocos de brasa,
Chuva seca...

Uma guerra sem propósito,
Gritos silenciosos,
Doença saudável,
Esperança depois da morte.

Uma falsa verdade,
Carinhosamente brutal,
Expelida para o interior,
Apunhalando pedra frágil.

15/06/2004 - 14:12


Ao Amor...

Princesa de branca alma,
Sou príncipe no seu reino,
Escravo dos seus olhares,
Bobo no seu sorriso.

Voo paciente ao seu encontro,
É bela, carinhosa, doce...
Sente o que sinto,
Fala com seu coração.

Fico preso no seu toque,
Caio aos seus pés.
Me levanta pois é forte,
Me entende, logo, me ama.

Amo porque me faz bem,
Amo porque vivo,
Amo porque sou,
Amo porque sem amor não sou ninguém.

15/06/2004 - 14:39


O Único Mal

Deusa perecida pelo único Mal,
Olhar gélido, frígido, superficial,
Me dá nojo, asco, ânsia,
Morta por si mesma, maldita Ignorância.

O Olimpo berço dos deuses, o seu lar,
Foi de lá expulsa por não ter como amar,
Agora procura desesperada na infinita escuridão,
Luz qualquer que lhe dê direção.

Compulsivamente deita e chora,
Em seu pensamento, apenas quem outrora,
Simulava afeto por ela cultivar,
Verdadeiro Amor ela nunca vai despertar.

Seu castigo? Condenada a sofrer,
Viver sozinha até apodrecer.
Ilusão da alma: "Tenho sempre companhia",
Mas não vê que amanhece sozinha dia após dia.

16/06/2004 - 11:30


Ascaris

Quanto tempo ainda resta?
Pela janela só se vê o frio,
Na calçada, fantasmas apressados,
Dentro, essa inebriante solidão...

O mundo realmente existe ou é ilusão?
Noite, movimentos ritmados, harmoniosos,
Carinho, escassez de sentimentos,
Parado, sem movimentos. Desconhecimento...

É a felicidade ou é tristeza?
Perguntas aos anjos arrogantes,
Dissertação sem verdadeiras palavras,
Resposta surda, muda, cega e clara...

Quem contará a história?
Deusa febril marcada por gargalhadas?
Dançarina de verdes joias?
O túmulo, virtude dos perfeitos...

17/06/2004 - 11:28


Paz...

Navegações em mar profundo,
Suave brisa alisa o cais,
Rostos sorridentes, olhares saudosos,
Abraços reluzentes, caminhos da paz.

Doce Netuno, calmaria nas águas,
Espumas brilhantes, raios de luz,
Rijo corpo deitado na praia,
Brilho, colo de mãe, abrigo do sol.

É a chama que não se pode acabar,
Tranquilidade e afeto: paixão comedida,
É forte, montanha sem cume,
Cútis lisa e sutil... Fino tocar...

Lindos sonhos infantis,
Juras de amor, eterno pensar,
Água limpa, imagens delicadas,
Aura com Vida, sem medo do Errar.

21/06/2004 - 13:32


A Vida ou a Vida?

Manhã gélida, cálida? Tranquila...
Equilíbrio, harmonia do pensar,
Claridade intensa na fronte,
Alegria contida, tristeza há ou não há?

Labuta terrível, interminável,
Regida por Deuses palpáveis.
E de um anjo insano, renegado,
Eclodiram esperança e sensatez...

Dois andarilhos aos risos,
Tentação sutil, beijo mal roubado,
Pele, carne, coração... Amor?
Raciocínio: "Eu amo! Não posso!".

Ninguém pôde dizer... Ninguém...
Sons dos pássaros? Quem ouviu?
Cegos contaram que viram...
Morreu... Ninguém chorou.

02/08/2004 - 15:08


Assuntado

Fuga contida, morte imaginada,
Vazio esguio, beijo não molhado,
Frio de frio calor, amor de mal amado,
Carícia leve, singela flor... Valor.

Figura amada, queimada, ave renascida,
Enamorada cor, vira a alma, encaminha,
Corre a falsa dor, a quem amou,
Cantou, pulou, desabrochou...

Ávido furor, quimera alada,
Utopia realizada, afagada, pura alma,
Pontificada embala o lindo pôr,
Respirada calma, acalma...

Belos versos mal rimados,
Sentido inverso mal olhado,
Relido em pressa, assuntado,
Só compreendido por olhar atentado...

03/08/2004 - 01:16


Beijo

Divina força aprisionada a carne,
Empurra negra alma ao impostor.
Intimidada arfada, latente cala,
Ansiedade, bondade? Maldade... A dor...

Fala em mente, cala em ausente pudor,
Mente... Verdade é pura, casta,
Arrancada em verde mágoa, sara...
Mas maltrata quem presente a esperou...

Medo vivo, feitio de mal amigo,
Orgulho preso é perdido em desafio,
Emaranhado brio atado fio a fio,
Só a eles causa amor e calafrio.

Em meio solo, caído, humilhado,
Quem o colo, não ficou empoeirado.
Amiga viva, vivo a morte maltratado,
Corpo meu, antes despido, agora, violado.

03/08/2004 - 23:22


Elas

Lacuna aberta em fonte imaculada,
Rasga a veste, revela a flor,
Peça ausente, não quebrada...
Integra a vida, produz amor...

Atada ao peito, ardente calor,
Sutil presença emana temente odor.
Estridente! Sorriso, abraço, pudor.
O toque sente, pele de fina cor.

Branco sopro, esperança? Há?
Paixão pungente, desprezo sem pensar,
Recorrente poder, sedução... O amar.
Triste outro sonho, perdido ao ar...

Mas real valor nela está,
O puro refletir, simples é gostar,
Vida é voar, sem fantasmas atormentar,
Afortunado ser, ao meu lado a compartilhar...

06/08/2004 - 00:20


Convite

Clamor ruboroso que entorpece a alma,
Medo contido asfixia a fala,
Mas intrínseca força desperta...
Clara voz suave afaga.... Incerta.

Destino injusto estrangula a calma,
Resposta negada é misteriosa fuga,
Intrigada, comunica a falsa dália,
Afiada faca corta, tal navalha.

Profundo suspiro revive a esperança,
Carinho não premeditado...
Afeto de amigo: "Namorado bem vindo?".
Convite declamado, amor consentido.

Braços entrelaçados em toque sutil,
Pensamentos purificados, corações sincronizados,
Lábios unidos em interminável desvario,
Diversão ingênua em êxtase infantil...

24/08/2004 - 19:18


A Busca ou Ode ao Suicídio

Intensa amizade aprimorada, desperta vontade,
Razão transfigurada é sensibilidade declamada,
Entontece tristeza aguda, irrompe em bondade,
Singela busca pela felicidade, paixão inventada.

Viril resposta errada arrancando a fina veste,
Rasga abruptamente imagem tão sonhada,
Colheita bem cuidada vitimada pela peste,
Punhal cravado no peito, esperança silenciada.

Indignos elogios cuspidos, dissimulada ação,
Verdade em belo tom é mentira pro coração,
Falsos pensamentos prematuros, confusão,
Hospeda delirante intruso, plena incompreensão.

Solução desesperada cantada em choro intenso,
Figura recorrente, frustração é o Bem ao Mal propenso,
Claro fim num sopro, antes afinado,
Sincero amor é morrer, não viver sem ser amado.

16/09/2004 - 23:20


Só Queria...

Só queria ouvir,
O telefone tocar,
Numa noite qualquer,
"Boa noite" a falar.

Só queria contigo,
Mão com mão enlaçar,
Recebendo um afago,
E um sorriso no olhar.

Só queria poder,
Quando em casa chegar,
Ao contar o meu dia,
Um abraço ganhar.

Só queria assim,
Com esses versos rimar,
Despertar no teu ser,
A beleza do amar.

16/09/2004 - 23:32

(Bobinho... Era só pra virar música)


Egoísmo ou Todo Ser Humano é em Essência um Egoísta

Simples figura, com seu carisma, a todos encantou,
Lindo e singelo sorriso, em minha alma gravou,
Claridade única fez a luz em minha solidão,
Sonhos juvenis não podiam ser apenas ingênua imaginação...

Confissões de um passado rico, porém escuro,
E surge a esperança de um promissor novo futuro,
Em toques carinhosos uma possível eternidade,
Mas palavras susurradas foram por mim mal interpretadas?

Sutil resposta frágil: "Amor é diferente de amizade,
Eterno mesmo é sermos amigo de verdade"
É o velho medo do Perder quando nada se teve ou se tem...
Imensa contradição na tentativa desesperada do Bem.

Ceticismo e desilusão são, agora, o meu respirar,
Falsos olhares penosos sempre a me acompanhar,
Solução lógica? Fazer o Mal sem ver a quem...
Afinal ela também não vai namorar o famoso Ninguém.

28/09/2004 - 23:19


Tortura

Meigos olhos castanhos que me chamaram,
Carinhoso sorriso infantil que me convidou,
Eterno carisma descompromissado que me prendeu,
Alma repleta de bondade que me envolveu.

Mas foi apenas ilusão imaginar que seria mútuo,
Já que sua visão nunca estacionou em mim,
Seus lábios jamais se dirigiram aos meus,
Pensamentos perdidos percorrendo caminhos só seus.

Por que então me tortura quando me vê?
Por que não posso olhar e, em você, uma amiga enxergar?
Por favor, não goste de mim desse seu jeito,
Pare de dizer que eu sou perfeito!

Enfim descobri a cura para tamanho sofrimento,
Não mais chamarei você, espinho disfarçado do Bem,
Não mais verei você, imagem angelical que é o Mal,
Memórias e histórias - O iminente final.

01/10/2004 - 16:42


Profundezas

Filhos da noite vagueiam sem destino
Em meio a olhares intensos, atentos,
Ouvem suspiros perdidos, antes amigos,
Estirados, sem ilusão, no meio fio.

Em casa, contemplativo silêncio acalma
Quem, em ingênua ação, se apaixonava,
Feliz e contido a ela se declarava
Mas misteriosa resposta, a ele, errava.

Confusa agonia transformada em pranto,
Reflexões sem premissas ziguezagueando,
Um caminho traçado, duas estradas incertas,
São um vão imenso aberto em fértil chão.

Conformidade, enfim, traz a felicidade.
Expectativas diminuídas, padrão aumentado.
Riqueza fria converte tristeza em alegria.
Nova ordem: viver calmamente o dia.

30/10/2004 - 23:35


Girassol

Deuses do teatro observam atentos,
No palco um anjo lindo e sereno...
Fora, bondade desconhecida, carinho,
Silencioso e súbito irrompe e é querido...

Ensaio, olhares tímidos e juvenis,
Será ele o escolhido? Será ela a minha vida?
Caminhos distintos, pensamentos unidos...
Pudor... Um cumprimento era bem vindo?

Enfim, palavras bem escritas,
E um contato transforma duas vidas.
Almas semelhantes enfeitiçadas,
Belos sorrisos, um caminho, iluminam...

Destino certo que não tem regresso,
Traçado firme, como finas linhas,
Numa colorida máscara infantil.
É o sonho real, felicidade que nunca sentiu...

04/02/2005 - 00:35


Dois Meses

Vida, amor,
Carinho, felicidade,
Alegria, sorriso,
Respeito e sinceridade.

Almas que se ouvem,
Mãos dadas no parque,
Olhares receosos,
Corações corajosos...

Calor que me abraça,
Doce suspiro a afagar,
Sutil tocar: um carinho,
Meu olhar, seu olhar...

Sonhava que sonho,
E era tudo real...
A vida me presenteia,
Enfim, um amor sem igual...

22/03/2005 - 00:00


Através de um Olhar...

Cruzada ao mar de esperança,
Destino em fonte de felicidade.
Memória é vida rica em lembrança,
Sensação que revigora é a saudade.

Canção afinada, sonora melodia,
Bondade intacta, amanhece o dia,
Em verdes sonhos, inebria,
Ruborosas faces, alegria.

Sensível pranto a demonstrar,
Singela alma a deslumbrar,
Sorriso intenso a acalentar,
Suspiro morno a acalmar.

Amor verdadeiro é bem estar,
Presença amiga e o abraçar,
Conectados pensamentos,
Olhos com olhos e um beijar.

18/04/2005 - 17:00


Laço

À noite as luzes velozes se apagam, os uivos ouvidos se esvaziam e os ventos vorazes se vão… Nas linhas cortadas das amarras as vergonhas exibidas e os gritos.

Podem ser verdades ou vontades?

Não! Escuridão…

Olhares profundos, mundos opostos, sonhos ou desejos.

Na multidão, as vozes… Dentro de mim, a imensidão, o vazio, escuridão.

Um sussurro vermelho me afoga. Quente, gelado, espinhos cortantes, correntes ameaçadoras. Quem me afaga me acaba…

O interno mora fora… Quem me olha enxerga reflexos do seu Eu. Você ou eu? Ele ou nós?

Fuga… Fecho os olhos e não sinto. Me encanto com o medo. Não me comprometo… Te engano… Posso voltar.

Quem me persegue? Quem me olha? Quem me procura? Eu. Mas eu sou você.

A distância é ilusão que me acolhe. Não me deixa pensar.

Volto. Onde estávamos? Quem viveu? Tudo morre novamente no instante em que se inicia…

É a culpa… É a Lua… Fogo perpétuo.

O mar calmo da seriedade salva a razão. O mundo acalenta… As mãos se tocam… Um abraço.

É o laço.

05/02/2017


Revisado em 18/05/2018